Mandalas de areia e a arte do Budismo Tibetano.

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O processo de pintura da areia da mandala começa com uma cerimônia de inauguração, durante a qual os lamas consagram o local e chamam as forças dos bem. Isto é feito por meio da recitação de cânticos, de música e de mantras  e exige aproximadamente meia hora.

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Os lamas começam então a exibição extraindo um esboço da mandala na plataforma de madeira, que exige o restante do dia. Nos seguintes dias é feita  a colocação das areias coloridas, que é efetuada derramando a areia dos funis tradicionais do metal chamado  chak-pur.  Cada monge prende um chak-pur em uma mão, que possui uma haste de metal em sua superfície raspada; a vibração faz com que as areias fluam como o líquido.

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A maioria das mandalas da areia são destruídas tradicionalmente depois de sua conclusão. Isto é feito como uma metáfora à  impermanência da vida. A areia é varrida de cima da plataforma e colocada em uma urna; para cumprir a função de cura, metade da areia é distribuída ao público da cerimônia de fechamento, e o restante é carregado a um corpo de água próximo, onde é depositada. As águas carregam então a bênção de cura ao oceano e dele se espalha no mundo inteiro para a cura planetária.

A cerimônia de fechamento é muito colorida. Muitas foram acompanhadas por multidões de pessoas, e em alguns casos, por milhares. No Tibet, a tradição diz para desmontar a mandala quando sua finalidade tenha sido cumprida, e este é o destino de 99% de pinturas de areia. Alguns monastérios, entretanto, mantiveram uma em exposição permanente considerando que a cura e a purificação do mundo foram pedidas a finalidade da pintura de areia não foi cumprida ainda.

Texto por The Mysthicals Arts of Tibet

Imagens pela Fotógrafa Melitta Tchaicovsky

Tradução por Luiza Senna

As fotos acima foram exibidas no museu de arte de Califórnia (Santa Rosa, CA) 2001, no museu de Albuquerque (Albuquerque, New mexico) 2002 e no Palácio do Regulador em Santa Fé, New Mexico) 2002.  As demonstrações eram parte de um esforço para levantamento de fundos para suprir a continuação do monastério de Gaden Shartse em Katmandu e o Drepung Loseling Monatery na India.

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1 comentário

  1. VALDIR NCHELLATTI Responder

    MARAVILHOSO TRABALHO, E COM CERTESA ESTÃO CERTOS POIS TUDO NESSA VIDA MUDA O TEMPO TODO, NADA É PARA SEMPRE NEM O BEM NEM O MAL
    O INVERNO NUNCA FALHA EM SE TORNAR PRIMAVERA.