Meditação: benefícios e a prática na atualidade.

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O conceito de Meditação (em sânscrito: bhavana) expressa diferentes tipos de práticas adotadas por tradições religiosas e espirituais. Cada prática foi formada por influências culturais, devido à experiência direta na busca das dimensões mais profundas do ser. Continue lendo Meditação: benefícios e a prática na atualidade.

Mandalas para benefício do Corpo

 

As mandalas têm habilidade e poder de atuar como condutores de energia de cura física e espiritual.

Olhe a mandala desejada com o corpo relaxado por, pelo menos, 5 minutos e 2 ou 3 vezes por semana. Fixe a energia em seu olho e deixe então que se espalhe por todo o corpo e aura. Pode demorar algumas semanas para que os resultados apareçam visivelmente (a maioria das pessoas sente imediatamente), mas como qualquer outro exercício valioso, a prática é a chave.

Mandalas criadas por Victor Glanckopf

Para visualizá-las, clique no link abaixo que levará diretamente ao site do autor:

Fortificar Concentração

Fortificar Corpo

Cuidados com a Kundalini (e a espinha)

Balanço Mental/ Espiritual

Tranquilidade

Aumentar Imunidade

Dessestressar olhos após trabalho no computador

Fortalecer olhos

Fortalecer coração

Aumentar energia

Vivacidade

Tonificar estômago

Receber Inspiração

Diminuir Dor de Cabeça

Om: A representação do Todo da cultura Hindu

“O objetivo declarado por todos os Vedas, focado em todas austeridades e que os homens desejam quando levam uma vida de continência… é Om. Essa sílaba é na verdade Brahman. Quem quer que conheça essa sílaba consegue tudo o que desejar. Isso é o melhor apoio, o apoio mais alto. Quem quer que conheça esse apoio é adorado no mundo de Brahma.”
~ Katha Upanishad I

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Om ou Aum é de grande importância no Hinduísmo. Este símbolo é a sílaba sagrada que representa Brahman, o Absoluto impessoal do Hinduísmo – onipotente, onipresente e a fonte de toda a existência manifesta. Brahman, por si mesmo, é incompreensível; então um símbolo é obrigatório para nos ajudar a entender o Incognoscível. Om representa tanto o aspecto não-manifesto (nirguna) quanto o manifesto (saguna) de Deus. Por isso é chamado de pranava, para significar que ele penetra na vida e corre através de nosso prana ou respiração.


Om na Vida Diária
Apesar de o Om simbolizar o mais profundo conceito da crença hindu, é um usado diariamente. Os hindus começam seu dia, qualquer trabalho ou uma viagem expressando Om. O símbolo sagrado é geralmente encontrado no cabeçalho de cartas, no começo de monografias e assim por diante. Muitos hindus, como uma expressão de perfeição espiritual, usam o Om como um pingente. Este símbolo é santificado em todo templo hindu ou de alguma outra forma nos templos familiares.

É interessante notar que um recém-nascido é trazido ao mundo com esse símbolo. Depois do nascimento, a criança é banhada ritualmente e o símbolo sagrado Om é escrito em sua língua com mel. Então logo no momento do nascimento a sílaba Om é introduzida na vida de um hindu e permanece para sempre com ele como o símbolo da devoção. O Om é também um símbolo popular usado atualmente em arte corporal e tatuagens.

A Sílaba Eterna
De acordo com o Mandukya Upanishad, “Om é a sílaba una eterna da qual tudo que existe é desenvolvimento. O passado, o presente e o futuro estão incluídos nesse som único, e tudo que existe além dessas três formas de tempo está embutido nele também”.

A Música do Om
Om não é uma palavra, mas sim uma entonação, que, como música, transcende as barreiras de idade, raça, cultura e até mesmo espécie. Ele é feito de três letras sânscritas, aa, au e ma, que quando combinadas fazem o som Aum ou Om. Acredita-se que ele seja o som básico do mundo e que contenha todos os outros sons. Ele sozinho é um mantra ou oração. Se repetido com a entonação correta, ele pode ressoar pelo corpo de forma que o som penetre no centro do ser, a atman ou alma.

Há harmonia, paz e glória nesse som simples, mas profundamente filosófico. Vibrando a sílaba sagrada Om, a combinação suprema de letras, se alguém pensar na Personalidade Última da Divindade e deixar seu corpo, com certeza alcançará o estado último de eternidade, diz o Bhagavad Gita.

A Visão do Om
O Om tem um ponto de vista dualístico. Por um lado, projeta a mente além do imediato para o que é abstrato e inexpressível. Por outro lado, faz o absoluto mais tangível e compreensível. Ele contém todas as potencialidade e possibilidades; é tudo o que foi, é, ou ainda vai ser. Ele é onipotente e por isso continua indefinido.

O poder do Om
Durante a meditação, quando entoamos Om, criamos dentro de nós uma vibração que harmoniza simpatia com a vibração cósmica e  começamos a pensar universalmente. O silêncio momentâneo entre cada entoação se torna palpável. A mente se move entre os opostos de som e silêncio até que, por último, ela cessa o som. No silêncio, o único pensamento – Om – é dissipado; não há pensamento. Esse é o estado de transe, onde a mente e o intelecto são transcendidos à medida que o Eu Individual se funde com o Eu Infinito no momento religioso da realização. É o momento quando os assuntos mundanos são perdidos no desejo pelo universal. Tal é o poder imensurável de Om.

Você pode ver o artigo original em inglês aqui

É interessante notar a  simbologia do Yantra do Om.  É formado pela junção dos símbolos que correspondem aos 5 elementos da natureza: terra, água, fogo, ar e éter.

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Nise da Silveira e as Mandalas

“Se houver alto grau de crispação do consciente,
muitas vezes só as mãos são capazes de fantasia.”

(Carl Gustav Jung)

Estreou nos cinemas o filme Nise, no Coração da Loucura, que conta a trajetória da psiquiatra junguiana Nise da Silveira.

NiseCom seu trabalho fez enorme contribuição para a luta antimanicomial no Brasil da década de 50, quando métodos invasivos como choques elétricos e lobotomia (desligamento dos nervos responsáveis pelas emoções) ainda eram práticas corriqueiras nos hospitais.

Nise, que se recusou a praticar tais violências com os pacientes, foi designada para o setor de arteterapia do hospital em que trabalhava, numa época em que a prática tinha total descrença na cura de pacientes mentais.

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os dois na inauguração da exposição do Museu do Inconsciente, Zurique – 1957. Foto: Almir Mavignier

Ao introduzir oficinas de arte no Hospital, a médica notou sensível melhora no quadro de agressividade dos pacientes, bem como a forma de Mandala, presente em boa parte do material produzido nas telas.

O filme deixa subentendido que houve melhora nos sentimentos em todos os envolvidos a partir da descoberta da arte, inclusive para os enfermeiros do hospital, que passaram a ter uma nova visão sobre os seus pacientes, como seres com individualidade particular.

A psiquiatra, seguidora dos preceitos de Jung, trocou numerosas correspondências com o mesmo e chegou a fazer estudos presenciais com o precursor da Psicologia Analitica a partir do envio por carta de fotos das mandalas produzidas pelos pacientes.

“A configuração de mandala harmoniosa, dentro de um molde rigoroso, denotará intensa mobilização de forças auto-curativas para compensar a desordem interna.

Então pedi para que fotografassem algumas mandalas e as enviei com uma carta para C. G. Jung, explicando o que se passava. Foi um dos atos mais ousados da minha vida.”
(Nise da Silveira – caminhos de uma psiquiatra rebelde, fotobiografia de Luiz Carlos Mello)

fonte: trip advisor
Museu do Inconsciente, no Rio de Janeiro. foto: trip advisor

Veja alguns quadros de Mandalas produzidos:

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Fernando Diniz

Carlos Pertuis

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O Simbolismo do Labirinto

labirinto3O símbolo do Labirinto exemplifica perfeitamente o processo do Conhecimento, ao menos em suas primeiras etapas, naquelas em que o ser tem de se enfrentar com a densidade de seu próprio psiquismo (reflexo do meio profano em que nasceu e vive), isto é, com seus estados inferiores, separando alquimicamente o espesso do sutil, que a alma experimenta como sucessivas mortes e nascimentos –solve et coagula–, destinando ao mesmo tempo numerosas provas e perigos que somente fazem traduzir o próprio conflito ou psico-drama interior.

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Esse desassossego é próprio daquele que, tendo abandonado suas seguranças e identificações egóticas, descobre ante si um mundo completamente novo e, portanto, desconhecido, mas para o qual se sente atraído, porque na verdade intui que ao atravessá-lo é que poderá se reencontrar com sua verdadeira pátria e destino. Essa impressão indelével de estarmos totalmente perdidos tem que nos levar imperiosamente a encontrar a saída, ajudados sempre pela Tradição (e seus mensageiros: os símbolos), que neste caso nos chega por meio do Agartha que, tal como um guia ou eixo, tem de nos conduzir (desde que nossa atitude seja reta e sincera) a um estado de virgindade, a um espaço vazio imprescindível, apto para a fecundação do Espírito, o que se vive no mais interno e secreto do coração.

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Devemos assinalar que muitos labirintos representados na arte de todos os povos são autênticos mandalas ou esquemas do Cosmo, ou seja, da própria vida, com suas luzes e sombras, o que nos permitirá compreender que esse processo labiríntico é na realidade uma viagem arquetípica, uma gesta, em suma, que todos os heróis mitológicos e homens de conhecimento têm realizado, e que nos servirá de modelo exemplar a imitar, tal e como estamos vendo na série “Biografias”. Na verdade, a viagem pelo labirinto é uma peregrinação ligada à busca do centro, e neste sentido é importante destacar que em muitas igrejas medievais figurava um labirinto (como em Chartres, em meio do qual aparecia antigamente o combate entre Teseu e o Minotauro) que percorriam de forma ritual todos aqueles que, por uma ou outra razão, não podiam cumprir sua peregrinação ao centro sagrado de sua tradição (por exemplo, Santiago de Compostela, ou Jerusalém), o que era considerado um substituto ou reflexo da verdadeira “Terra Santa”, onde os conflitos e lutas se finalizam, possibilitando assim a ascensão pelos estados superiores até conseguir a saída definitiva da Roda do Mundo.

Texto por Marcelo Del Debbio

Símbolos e Significados das Mandalas Celtas – Parte 1

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As manifestações artísticas celtas possuem marcante originalidade, embora denotem influências asiáticas e das civilizações do Mediterrâneo (grega, etrusca e romana). Há uma nítida tendência abstrata na decoração de peças, com figuras em espiral, volutas e desenhos geométricos. Entre os objetos inumados, destacam-se peças ricamente adornadas em bronze, prata e ouro, com incisões, relevos e motivos entalhados. A influência da arte celta está ainda presente nas iluminuras medievais irlandesas e em muitas manifestações do folclore do noroeste europeu, na música e arquitectura de boa parte da Europa ocidental. Também muitos dos contos e mitos populares do ocidente europeu têm origem na cultura dos celtas.

A escrita, desenvolvida tardiamente (alfabeto ogâmico), era considerada mágica, e somente os seus sacerdotes a aprendiam, os famosos druidas. Antes disto, toda a cultura era passada oralmente e, por isso, muito do que sabemos hoje é uma mínima parte da real contribuição deste povo para a humanidade e ainda assim misturada com o paganismo clássico e com o cristianismo.

Inventaram lendas belíssimas, que estão entre as mais famosas dos dias de hoje, como as história do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda, Tristão e Isolda, além de terem criado quase todos os contos de fada (que foram se modificando com o tempo).

Significados dos símbolos

Nós Celtas

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Existem poucas informações à respeito dos nós e de sua exata simbologia de acordo com cada tipo de dobradura. Mas o que pode concluir a partir do que se tem é que os celtas exprimiam com este tipo de desenho a idéia de que tudo está ligado, amarrado e de forma simbiótica, a evolução de todos se dá de forma conjunta.

É um símbolo da igualdade de essências e da interconexão de toda a vida (como vindo de uma coisa só).

Pentagrama

Pentagrama

O Pentagrama é um símbolo antigo Pagão que envolve a mística do Homem Perfeito (divina proporção) e está intimamente ligado à Venus e aos quatro elementos. Já havia falado do mesmo aqui.

Claddagh

claddagh-anelComo quase tudo o que se tem da cultura dos celtas, a simbologia do Anel Claddagh está inserida em uma lenda:
“Por volta do século XVI um jovem ourives apaixonado de Galway chamado Richard Joyce foi raptado por piratas. Pensando na sua donzela, ele desenhou um anel para expressar o que ele sentia. Consistia num coração, como expressão
do amor, uma coroa como sua lealdade e em mãos como amizade.
Ao retornar após cinco anos, ficou extasiado ao saber que ela não havia se casado, e a presenteou com o anel. O claddagh tem sido considerado um presente de casamento desde então.”

Outras lendas dizem que o desenho foi trazido das Cruzadas por um rapaz capturado pelos Sarracenos. Qualquer que seja a história, se tornou um forte símbolo de afeição. O coração no centro do esenho representa o amor, as mãos que o circundam representam a amizade, e a coroa em cima (se presente) simboliza fidelidade. Os claddagh são usados na mão esquerda, virados para o corpo, se seu coração já foi conquistado. Se não, usa-se o anel na mão direita, virado para a
unha.

Cruz Celta

424px-Ccross.svgO Símbolo da cruz, bem mais antigo que o cristianismo era uma das principais formas de expressão artística entre os celtas. É seguida em sua base por um círculo, que representa a unicidade e o ciclo eterno. São bastante encontradas nas regiões celtas da Irlanda e da Grã-Bretanha sendo comum a existência de cruzes construídas em pedra.

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A maioria dessas cruzes foram construídas antes do século VII, tendo algumas delas inscrições com runas.

Abaixo, uma Cruz céltica no cemitério Père Lachaise, em Paris.

A partir de 1960 foi adotada como símbolo político dos nacionalistas por ter grande relação com a cultura ocidental e suas tradições.

Os nórdicos adotaram a cruz celta como símbolo de Odin.

Muito símbolos vêm representar a Triplicidade da Grande Deusa dos Celtas.
Os mais conhecidos:

Trirqueta, Triskle e Triluna

Triquerta
Triquerta ou Triquetra, do latin triquætra
Triluna
Triluna

As três fases divinas da mulher: A Donzela, A Mãe e A Anciã, foram altamente cultuadas por esta civilização.

Trícele, Triskle ou Triskelion, do grego ?????????? (com três pernas)
Trícele, Triskle ou Triskelion, do grego – com três pernas.

Também representam as três fases do ciclo da vida: nascer, viver e morrer e ainda os três mundos conhecidos: a terra, o céu e o mar. No ser humano representam o corpo, a mente e o espírito, bem como a interconexão e interpenetração dos níveis Físico, Mental e Espiritual.
Os Celtas consideravam o três como um número sagrado.

A antiga divisão do ano em três estações – primavera, verão e inverno – pode ter tido seu efeito na triplicação de uma deusa da fertilidade com a qual o curso das estações era associado.
Também associada às três fases da Lua.

Em breve, na parte 2 deste artigo, o alfabeto ogâmmico, rúnico, os animais cultuados e a astrologia celta.